Categories

Most Viewed

Três livros sobre alta performance para acelerar em 2022

Reunimos os resumos de títulos de destaque que exploram as técnicas e processos por trás de empresas e carreiras com desempenho fora da curva

Empresas são, de modo geral, empreendimentos coletivos. Por isso, o desempenho de um gestor só pode ser medido pelo resultado apresentado pelas unidades e/ou equipes sob seu comando. Fazer com que se tornem mais produtivas, depende de duas coisas, basicamente. Uma é treinamento. A outra é motivação. E, quando se trata de motivar, a avaliação do desempenho de um subordinado, feita por um gestor, pode ter efeitos de longo prazo, tanto positiva quanto negativamente.

Esses são, em síntese, os principais insights do livro Gestão de alta performance, escrito por Andrew S. Grove, um dos fundadores da Intel. A obra é uma das três mais importantes sobre o tema na lista de resumos de livros da [EXP]. As outras, indicadas aqui para que você possa começar o ano acelerando os negócios, são Flow e Holacracia.

Em Flow, Mihaly Csikszentmihalyi, professor na Claremont Graduate University e ex-chefe do departamento de psicologia da Universidade de Chicago, apresenta de forma sucinta os principais avanços das últimas décadas na pesquisa sobre aspectos positivos da experiência humana, como alegria, criatividade e envolvimento pleno com a vida (o Flow). É um livro que parte de exemplos concretos para apresentar princípios gerais que, segundo o autor, podem ajudar as pessoas a terem uma vida de fruição, mais significativa, feliz e produtiva. 

Já em Holacracia, Brian Robertson, da HolacracyOne, apresenta sua visão de empresa ideal, baseada em um novo conceito de gestão. Para ele, a melhor forma de captar todo o potencial humano distribuído nas mais diversas atividades de uma corporação é através de uma organização mais horizontal, na qual o poder seja regido e distribuído por uma espécie de “constituição” interna, perante a qual todos são iguais.    

Onde existem diversas pessoas, existem múltiplas perspectivas, afirma. Sendo assim, na maioria das equipes, as visões críticas que não são compartilhadas pelo líder ou pela maioria são frequentemente descartadas. Para Robertson, dessa forma, ignoramos a pessoa que pode ter uma informação essencial porque precisamos manter o rumo ou seguir em frente. Mas isso não aconteceria em uma Holacracia.

Confira, a seguir, os principais insights de cada uma das obras e os links para os resumos em nossa plataforma:

1. Gestão de alta performance

Ideias centrais: 

– A preparação de um café da manhã, o recrutamento de recém-formados, o treinamento de vendas são tarefas muito diferentes, mas todas têm em comum um fluxo de atividades parecido para tocar um output específico. 

– A definição mais importante é a de que o output de um gestor é o resultado obtido por um grupo sob sua supervisão. Embora importante, o trabalho do gestor, por si só, não gera o output. Quem o gera é a organização do gestor. 

– Todas as grandes organizações com um objetivo em comum acabam com um formato organizacional híbrido, trafegando entre um modelo orientado à missão e um modelo funcional. 

– A avaliação pode afetar a performance de um subordinado (positiva ou negativamente) por um bom tempo, o que faz desse tipo de apreciação uma das atividades de maior alavancagem de um gestor. 

– Um gestor tem duas maneiras de elevar o nível de desempenho individual de seus subordinados: aumentando a motivação e aumentando a capacidade das pessoas, através do treinamento. 

Sobre o autor: 

Andrew S. Grove foi um dos fundadores da Intel, assumindo o cargo de presidente em 1979, de CEO em 1987 e de presidente em 1987 e de presidente do conselho em 1997, época em que foi eleito Homem do Ano pela revista Time. 

2. Flow  

Ideias centrais: 

– O controle da consciência não é simplesmente uma habilidade cognitiva. Não bata saber como fazer; é preciso fazer, regularmente, da mesma maneira que os atletas e músicos, que continuam a praticar o que sabem teoricamente. 

– As semelhanças entre a ioga e o flow são extremamente fortes; na verdade, faz sentido pensar na ioga como uma atividade de flow cuidadosamente planejada. Tanto uma como outro tentam atingir um estado de enlevo e abnegação mediante a concentração. 

– O cultivo do paladar oferece muitas ocasiões propícias para o flow se a pessoa encara o ato de comer – e de cozinhar – com um espírito de aventura e curiosidade, e não como oportunidade para exibir o paladar apurado. 

– Se os trabalhadores realmente apreciassem seu trabalho, não só extrairiam algum benefício pessoal, como mais cedo ou mais tarde quase certamente seriam mais produtivos e atingiriam as metas estabelecidas. 

– Criar harmonia em tudo o que é feito é a última tarefa que a teoria de flow apresenta aos desejosos da experiência ótima; ela envolve transformar a totalidade da vida numa atividade de flow isolada, com metas unificadas que fornecem propósito constante.  

Sobre o autor: 

Mihaly Csikszentmihalyi é professor na Claremont Graduate University e ex-chefe do Departamento de Psicologia da Universidade de Chicago. É autor de vários best-sellers sobre a psicologia da experiência ótima e da criatividade. 

3. Holacracia – o fim da hierarquia

Holacracia - Resumo Experience Club

Ideias centrais: 

– Na holacracia, a distribuição da autoridade não é apenas tirar o poder de um líder e atribuí-lo a outra pessoa. O trono do poder não é mais uma pessoa no topo da hierarquia, mas faz parte de um processo definido numa constituição escrita. 

– Nas duas esferas contempladas pela holacracia – governança e operações – começa-se pela primeira, já que as operações de todas as organizações se alicerçam sobre a estrutura construída pela governança. 

– O papel do facilitador nas reuniões é semelhante ao de um juiz numa quadra esportiva: você serve ao jogo, não aos jogadores. Quando elimina um comportamento desviante, não é porque está bravo com a pessoa, assim como o juiz em relação ao jogador surpreendido em falta. 

– A adoção da holacracia com todas as partes é imprescindível, mas é possível exercê-las todas numa parte da empresa. Não é incomum ver um departamento ou área servir de piloto para a adoção da holacracia, antes de a organização implantá-la como um todo. 

– A intuição de que está se aproximando do limite de sua capacidade individual é o que primeiro inspira um líder a buscar uma nova prática organizacional para possibilitar que o negócio ganhe em escala. Essa prática é a holacracia. 

Sobre o autor: 

Brian J. Robertson criou o conceito de holacracia. Fundou a HolacracyOne para treinar as empresas no novo processo. Robertson fundou anteriormente uma empresa de software, onde ensaiou os princípios da holacracia. Centenas de empresas mundo afora foram treinadas por ele e sua empresa no novo conceito administrativo.

    Leave Your Comment

    Your email address will not be published.*

    Forgot Password

    Header Ad