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Unimed Recife enfrenta pandemia com investimento

Novo complexo hospitalar, robô holandês para cirurgias e adoção da telemedicina estão entre as novidades   

Assim como aconteceu em outras regiões, a pandemia impôs uma série de desafios à Unimed Recife, uma das maiores cooperativas do setor de saúde no País, com uma base de 186 mil clientes, 2.2 mil médicos e 4.012 colaboradores. Foi sem dúvida o período mais difícil da gestão de quase 30 anos de Maria de Lourdes Corrêa de Araújo, conhecida como Dra. Lourdinha, que segue para o sexto mandato no comando do negócio. Apesar das dificuldades, os investimentos foram mantidos no período. 

“Foi muito sofrido, com muitos colegas médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que ficaram doentes por causa do Covid e tiveram de ser substituídos, uma situação muito dura do ponto de vista emocional e operacional”, conta Dra. Lourdinha, citando ainda o impacto financeiro à cooperativa. “Tivemos um custo muito elevado com os materiais de proteção, medicação, além de ter de preparar mais 20 leitos de UTI e contratar leitos de UTI de fora da nossa rede para poder dar um suporte excepcional para nossos pacientes.” 

Passado o momento crítico inicial, em outubro de 2021, foi inaugurado o Complexo Hospitalar Unimed Recife (CHUR), uma construção de 22 mil metros quadrados ao lado do prédio da Unimed III, centro de referência na Ilha do Leite, que incluiu duas passarelas para interligar a torre antiga com a do novo hospital, uma obra avaliada em R$ 42 milhões de reais. 

Com o investimento, o número de leitos foi ampliado de 160 para 322 (40 novos leitos de UTI e 8 novas salas para cirurgia). “Realmente, foi um investimento robusto no momento que estávamos passando, mas resolvemos investir”, diz Dra. Lourdinha. 

Robô para cirurgias 

No quesito tecnologia, a presidente é categórica: não dá para ficar à margem dos avanços na área. A compra do sofisticado robô Xi para a realização de diversas cirurgias se destaca entre as aquisições em equipamentos. Importado da Holanda, o modelo que é de última geração, custou para a cooperativa em torno de R$ 25 milhões. 

 “Desde dezembro de 2021, quando começaram as cirurgias robóticas, foram 62 procedimentos com o robô realizados pelos nossos médicos cooperados”, afirma a gestora. “Também compramos camas, ressonância magnética, duas tomografias, raio X, ultrassom, equipamentos bem mais modernos para uma das UTIs, tudo de última geração.” 

Telemedicina veio para ficar 

Com a pandemia, houve um boom no atendimento on line dos médicos cooperados. Atualmente, de acordo com a presidente, a procura vem caindo, mas um grupo de quase seis mil vidas são atendidas diretamente por meio da nova modalidade. “Estamos trabalhando para deixar mais robusta essa parte do atendimento”, garante. 

Além disso, a executiva também destaca a implementação do prontuário eletrônico único na rede, o que facilita o atendimento do paciente por meio da telemedicina. “Nossos hospitais e nossos prontos atendimentos não possuem mais papel, tudo fica no prontuário eletrônico”, diz a doutora.   

Destaque em ranking da Newsweek  

A infraestrutura de ponta coloca a Unimed Recife em uma posição de destaque no setor no Brasil. Recentemente, um ranking da revista norte-americana Newsweek de 2022 colocou o Hospital Unimed Recife III na 39ª colocação, ocupando a melhor posição entre os hospitais da cooperativa médica presentes na listagem. 

“No sistema de saúde suplementar no Brasil, nós nos colocamos num patamar muito considerável, com bons prontos atendimentos em Olinda, a dez quilômetros de Recife, e outro em Boa Viagem, um Hospital Maternidade que realiza de 200 a 220 partos por mês dentro da nossa rede, urgência pediátrica, com UTI pediátrica e neonatal”, conta a presidente, explicando que um grande volume dos recursos investidos na cooperativa são próprios.  

Segundo ela, além dos 186 mil clientes da Unimed Recife, a operação também atende cerca de 52 mil da Central Nacional, uma cooperativa de segundo grau de São Paulo, dentro do Recife, e ainda 8 mil da Unimed Rio de Janeiro, à parte de outros pacientes que são de todas as Unimeds do Brasil que precisam de atendimento em passagem por Recife.” 

Compromisso com exclusividade 

Segundo Dra. Lourdinha, hoje a estrutura da Unimed Recife consegue atender boa parte de seus clientes utilizando os serviços da própria rede. “Hoje nós temos em torno de 60% dos nossos clientes de Recife dentro da nossa rede, que é o nosso compromisso, onde ele será atendido exclusivamente pelo dono da cooperativa e não terá dividir muito espaço com os de outras operadoras. Isso nós percebemos que dá uma satisfação muito legal para o nosso paciente”, diz a presidente. 

Expansão da interoperacionalidade 

Confiante na melhora do cenário pós-pandêmico, o objetivo da gestora da Unimed Recife é tentar expandir a interoperacionalidade para possibilitar a conexão entre toda a rede. Segundo a doutora, hoje a interoperacionalidade acontece entre os hospitais da cooperativa no Recife, que têm acesso aos prontuários eletrônicos únicos. A ideia é replicar o modelo no estado de Pernambuco, em João Pessoa, na Paraíba, em Maceió, em Alagoas, e chegar até Natal no Rio Grande do Norte. 

“Eu acho que a gente tem que pensar, ter sonhos. Nós tínhamos o sonho de robô, concretizamos, nós tivemos o sonho de fazer essa interoperacionalidade entre o nosso serviço, concluímos. Agora vamos sonhar mais e conseguir que nossos sonhos sejam realizados”, conclui Dra.Lourdinha.

Foto: divulgação

Texto: Ana Letícia da Rosa  

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