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“Uma equipe diversa olha para oportunidades de negócio de forma muito mais ampla”

Bárbara Toledo, gerente de consumo e varejo da Intel Brasil, fala sobre a importância de fazer com que diversidade e inclusão sejam incorporadas às práticas diárias de negócio  

Em tempos de ESG, temas como inclusão e diversidade ganharam as manchetes e a atenção. 

Mas, para ir além das frases repetidas e ultrapassar os limites do discurso padrão do mundo corporativo, há, segundo especialistas em governança corporativa, dois pontos que precisam ser trabalhados à exaustão. 

O primeiro é o apoio firme da alta administração na defesa do assunto. O segundo, que deve surgir como uma consequência natural do anterior, é o desenvolvimento de um ambiente de trabalho que estimule a diversidade e inclua as pessoas de fato.

E isso demanda tempo. É uma jornada. No caso da Intel, essa caminhada começou há 25 anos, nos Estados Unidos, país no qual a empresa concentra a maior parte dos seus cerca de 100 mil funcionários no mundo.  

Em solo brasileiro, onde a companhia mantém um escritório de representação comercial e vendas, a Intel também se considera bastante madura para debater e tomar ações nessa direção.    

“Dentro dessa jornada, aqui no Brasil, percebemos que a discussão na Intel já era algo natural. E, quando olhávamos nossos parceiros de negócios, cada um estava num patamar diferente”, diz  Bárbara Toledo, gerente de consumo e varejo da Intel Brasil, nesta entrevista ao Experience Club.  

Para a executiva, o estágio atual permite à empresa estimular boas práticas em toda sua cadeia de fornecedores. Isso porque, na Intel, negócios e diversidade caminham juntos, afirma.  

“Uma equipe mais diversa olha para uma oportunidade de negócio de uma forma muito mais ampla, sendo capaz de pensar soluções e desenvolver novos produtos de maneira muito mais enriquecedora”, diz ela.    

No Brasil, a empresa replica o modelo de grupos de afinidades. Hoje, são mais de 30. Eles integram o Employee Resource Groups (ERG), organizado por raça, nacionalidade, gênero, paternidade, habilidades diversas, educação e outras características.  Um deles é o WIN (Women atIntel Network), comitê interno cujo objetivo é criar e promover um ambiente capaz de estimular mais mulheres a ingressar na área de tecnologia. 

A seguir, os principais trechos da entrevista: 

 

1 – Diversidade e inclusão, uma jornada de longo prazo 

“Quando falamos de grupos de afinidades como raça, preferência sexual ou gênero impactam nosso ambiente e o negócio, estamos falando de inclusão e diversidade que vão resultar em números de negócio. Nós já sabemos que empresas diversas têm resultados financeiros mais duradouros e estão propensas a terem lucros maiores que empresas não diversas.”  

“A questão de equidade de gênero na Intel é algo de longa data, há cerca de 25 anos, e houve muita evolução ao longo desse tempo.”  

“A Intel é uma empresa de engenheiro e engenheiro gosta de número. Gostamos de dados e de medir resultados, e isso faz a grande diferença na companhia.”  

2 – Estimulando a cadeia de fornecedores  

“Dentro dessa jornada, aqui no Brasil, percebemos que a discussão na Intel já era algo natural. E, quando olhávamos nossos parceiros de negócios, cada um estava num patamar diferente.” 

“Ampliamos nossa atuação para empresas parceiras e para algumas ONGs.” 

“O número de mulheres no mercado de tecnologia é muito pequeno.”  

 3 – Mais mulheres na carreira de tecnologia 

“É preciso apresentar esse caminho às meninas. As oportunidades precisam ser levadas até elas.” 

“Temos visto um número crescente de empresas de tecnologia unindo esforços para que isso aconteça.”  

4 – Planejando o futuro 

“Dentro das metas para 2030, nós temos questões como 100% de reutilização de água, equidade de mulheres dentro de áreas mais hostis.” 

“Queremos atingir 40% de mulheres nas áreas de engenharia e de liderança.”

 “A equidade vale para toda e qualquer grupo de afinidade. Estamos falando, assim, de negros, LGBTI, de religiões.” 

“Hoje, na Intel, nós temos mais de 30 grupos de afinidade.”  

5 – Questão racial, parceria com Zumbi dos Palmares 

“A população brasileira não é branca, caucasiana, andando na Berrini.” 

“A discussão e a conscientização nos levam a evoluir.” 

6 – Ambiente inclusivo 

“Diversidade é convidar para a festa. Inclusão é chamar para dançar.” 

“Não adianta trabalhar a diversidade e trazer pessoas diversas para o ambiente de trabalho se ele não está pronto para receber essas pessoas.”  

7 – Trabalho social em zonas de conflito 

“Temos a preocupação de que a extração dos minérios utilizados no processo fabril de tecnologia, em especial de microprocessadores, não impacte a sociedade de uma forma negativa, não só sob o ponto de vista ambiental como também do social.” 

 

Texto: Luciano Feltrin

Foto: divulgação   

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