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Quem já está no metaverso, como e onde

Levantamento do CB Insights revela as seis áreas pioneiras dos mundos virtuais que estão recebendo investimentos de empresas e startups

Fique ligado:

  1. Players brasileiros do mercado financeiro saem na frente e fazem provas que serão testadas em 2023.
  2. No varejo, o metaverso deve ser a plataforma de e-commerce da próxima geração.
  3. Outros segmentos têm utilizado o Gêmeo Digital, tecnologia que permite a representação virtual de processos, operações logísticas e fábricas, facilitando a simulação de cenários e o impacto no negócio.

Se o metaverso vai ser ou não a próxima grande onda tecnológica, como o nascimento da Internet o foi no fim do século passado, ainda é uma incógnita. Mas o fato é que as tecnologias que orbitam em torno dessa visão podem transformar os hábitos das sociedades no futuro mesclando o mundo real físico com o digital e alterando as experiências de uso e de consumo de marcas das empresas no futuro.

Por um lado, muitas delas estão preocupadas em não se posicionar frente a essa inovação. Outras empresas ainda esperam para ver se o metaverso não é mais um hype superestimado do momento.

No Brasil, players da indústria financeira saem na frente e já estão fazendo investimentos reais em equipes e provas de conceito para o metaverso. Embora o nome das empresas ainda não possa ser divulgado, Paulo Ossamu, líder de tecnologia da Accenture América Latina, garante em entrevista ao [EXP] que provas de conceito já estão sendo desenvolvidas e serão testadas em 2023.

Dúvidas e inquietações

Segundo o executivo, as principais inquietações dizem respeito à exploração de novos modelos e soluções de pagamento a serem usadas nos mundos virtuais e a necessidade ou não de players tradicionais criarem uma moeda digital para poder operar nestes mundos.

“Executivos das empresas de meios de pagamento e do mercado financeiro já estão investindo milhões para não perder essa nova oportunidade e se posicionar para serem gateways de pagamento dos mundos virtuais”, revela.

Na percepção de Ossamu, a indústria do varejo é outra que está mais acelerada em entender as oportunidades do Metaverso. Apesar de não ter o mesmo apetite (e capitalização) dos players financeiros, elas estão buscando entender como devem se posicionar nos mundos virtuais para obter uma vantagem competitiva no que promete ser a plataforma de e-commerce da nova geração.

Até mesmo as indústrias têm utilizado o Gêmeo Digital, tecnologoa que permite a representação virtual de processos, operações logísticas e fábricas, facilitando a simulação de cenários e o impacto destes no negócio. Usar a tecnologia por si só não representa necessariamente um investimento no metaverso, embora os aspectos de virtualização e modelagem 3D estarem em sintonia com os mundos virtuais.

Como as empresas evoluirão este ambiente para integrar-se ou não ao metaverso no futuro somente o tempo mostrará.

“O metaverso não é só um assunto para CIOs. Os CEOs já entendem o potencial de transformação disso para seus negócios e não querem perder esta onda”, afirma Paulo Ossamu, da Accenture Interactive.

Mercado de US$ 1 trilhão na próxima década

Se o Brasil ainda se apresenta tímido em suas investidas no Metaverso, diversas empresas americanas e principalmente startups estão navegando em busca das oportunidades desse novo mundo virtual. Segundo estimativas da plataforma de inteligência de marketing CB Insights, o metaverso pode representar um mercado de US$ 1 trilhão na próxima década.

Em artigo publicado em seu portal, a plataforma divide esse ecossistema em algumas camadas (layers):

Infraestrutura (redes e computação), Acesso/Interface (Hardware), Ferramentas de Virtualização, Mundos Virtuais, Infraestrutura Econômica e Experiências, que estão no dashboard a seguir:

Imagens: Divulgação, Stock, Freepik.

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