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O que falta para sua empresa criar uma cultura data-driven?

Por Ricardo Natale*.

Na semana passada, entrevistei Kadu Monguilhott, CEO da Neoway, e me impressionei com o conceito de sua companhia, que oferece soluções de análise e inteligência de dados para empresas ganharem mais e perderem menos.

Estamos na era em que fraudes e crimes cibernéticos fazem empresas perderem milhões e dados bem utilizados, principalmente nas áreas de vendas e marketing, fazem empresas ultrapassarem metas.

Porém, ainda vejo empresários se baseando em intuição em vez de entender e analisar dados para as melhores tomadas de decisão.

Existem desafios que empresários e executivos precisam vencer para estabelecer, de vez, a cultura data-driven. O primeiro deles é o poder da segmentação. Atualmente, dados consolidados não servem para muitas coisas. Se não houver segmentação, fica muito difícil direcionar investimentos de forma eficiente. Por exemplo, nas campanhas de marketing digital a segmentação mostra quais anúncios devem receber mais investimentos e quais podem deixar de existir.

Outro desafio é a definição apurada dos indicadores. Se usarmos somente os que são exportados pelos relatórios padronizados, não conseguimos enxergar os indicadores específicos de cada negócio. Vale ressaltar que cada indicador pode ter múltiplos significados, de acordo com os objetivos de cada companhia. Por exemplo, se uma empresa se relaciona somente com e-mails preenchidos em um formulário, o custo de contato é muito baixo e simples. Mas, se cada e-mail for direcionado para o agendamento de uma reunião presencial, o custo aumenta significativamente.

Não podemos deixar de lado o desafio do erro humano nas tomadas de decisão, mesmo em uma cultura data-driven.

Por isso, qualquer especialista em Big Data recomenda que as decisões sejam tomadas por um grupo de pessoas e não somente pelo gestor. E se houver algum erro, que seja logo exposto para se tornar um aprendizado.

O mais correto mesmo é entender que a teoria e a prática são bem diferentes quando falamos de cultura data-driven, pois a capacidade da alta liderança de entender e direcionar o time para as melhores decisões pode parecer simples, mas é bastante complexa nos dias de hoje.

O que concluímos é que para uma empresa ter, de fato, uma cultura data-driven a liderança precisa agir de forma data-driven.

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