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Infraestrutura como serviço para melhorar a gestão de dados

A transformação digital em ritmo acelerado durante a pandemia aumentou a produção de dados sobre consumidores e empresas. Mas qual a melhor forma de coletar, guardar e analisar tudo isso? Que dados são realmente importantes e quais podem ser dispensados?

“Dados são o novo petróleo”. A frase do matemático britânico Clive Humby referia-se à necessidade de refinar os dados e de transformá-los em informação, para que tivessem valor para os negócios. A lógica continua valendo. Assim como o petróleo bruto não movimenta motores, os dados brutos também não servem para criar novos produtos, serviços, melhorar processos nem aumentar a produtividade da empresa. A diferença é que agora esses dados parecem mais com aqueles poços do Oriente Médio, que jorram de forma abundante e até descontrolada. A explosão de dados deixa as empresas, muitas vezes, desorientadas na tomada de decisões. Como coletar, guardar e analisar tantos dados? E quais são importantes e quais podem ser dispensados?

O paradoxo dos dados é um dos desafios do momento atual. A forte aceleração digital trazida pela pandemia aumentou a produção de dados, tanto por parte de consumidores quanto na relação entre as companhias. Cada vez mais as empresas acreditam que estão coletando mais dados do que precisam, ao mesmo tempo que temem não ter os dados de que necessitam para ajudar nas decisões estratégicas.

Dificuldade em lidar com dados é obstáculo para a transformação digital

Uma pesquisa global elaborada pela Forrest Consulting para a Dell Technologies em maio de 2021 mostra que a sobrecarga de dados ou a incapacidade para extrair insights foi apontada em segundo lugar ente as barreiras para a transformação digital nas empresas brasileiras. Em 2016, esse item constava em 11º lugar. Entre os principais obstáculos para a transformação digital estão um data warehouse não otimizado, o alto custo de armazenamento, infraestrutura de TI defasada e processos manuais que não atendem à necessidade do negócio.

A boa notícia é que a maioria das empresas já vislumbra uma solução para esses problemas. 65% acreditam que o modelo de infraestrutura como serviço permite mais agilidade, traz possibilidade de escala para atender às mudanças nas demandas dos clientes e garante que as empresas entreguem aplicações de forma mais simples e rápida. Ao dispensar grandes investimentos iniciais em equipamentos, esse modelo de pagar a infraestrutura de acordo com o uso dá maior flexibilidade e agilidade para testar novos produtos, serviços ou aplicar melhorias em produtos já existentes. Se der certo, dá para escalar rapidamente. Se não der, os recursos já podem ser direcionados para outro projeto.

Edge computing ganha espaço

Cada vez mais, os dados são gerados na ponta, no chamado edge computing. Até 2025, a IDC (International Data Corporation) estima que 75% dos dados serão gerados fora do data center. Isso significa 175 Zettabytes de dados processados desta maneira globalmente, o equivalente a 350 bilhões de notebook e celulares. Essa montanha de dados demanda uma capacidade de processamento descentralizada e análise em tempo real para aproveitá-los de forma mais relevante e estratégica e transformar informações em insights de negócios.

Um exemplo de edge computing: empresa de transporte ferroviário, cliente da Dell Technologies, conseguiu reduzir o tempo de inspeção preventiva da malha de 16 horas para oito minutos, sem necessidade de parar o vagão, ao instalar um equipamento para inspecionar visualmente os carros à medida em que eles passavam pelos trilhos. Com isso, evitou a paralisação da rede, com as consequências negativas que isso gera no tempo de transporte, na insatisfação dos clientes e nos custos.

Outro exemplo: cada box de Fórmula 1 tem seu próprio data center para analisar as informações do carro em tempo real. “Hoje, um celular tem maior poder de processamento do que o maior computador que existia no mundo há 25 anos”, diz Fábio Gordon, Data Center Regional Sales Manager da Dell Technologies.

O líder da Dell Technologies no Brasil, Diego Puerta, fala sobre a importância dos dados e como uma estrutura data-driven é essencial para manter constantes os processos de inovação, ajudando a gerar novos insights de negócios:

Modelo as a service: estrutura de TI flexível


Se a informação está na ponta, a flexibilidade da infraestrutura de TI está no modelo de uso como serviço, garantindo maior maleabilidade e escalabilidade. A consultoria Gartner prevê que até 2023, 43% da nova capacidade de armazenagem instalada será no modelo de consumo, o triplo do volume atual, inferior a 15%.

“A capacidade de responder mais rapidamente, alinhada ao comportamento do negócio, traz um benefício enorme”, diz Puerta. “Hoje a equipe é consumida em diversas atividades operacionais. Numa solução as a service, boa parte disso já não fica mais sob a responsabilidade dessa equipe e ela pode trabalhar em tarefas de identificação de oportunidades, otimizando os recursos”, completa Diego Puerta.

Nuvem como modo de pensar

Operar na nuvem não significa apenas operar fora dos equipamentos da empresa. Na definição de Fábio Gordon, trata-se não de um lugar, mas de uma nova maneira de pensar. “O que as empresas buscam é simplicidade”, afirmou o executivo neste evento do Experience Club. Na prática, significa criar um modelo híbrido, adaptado às necessidades de cada companhia, que pode ser a operação toda em cloud ou uma combinação de cloud e on premise, aproveitando a infraestrutura já existente.

“A solução híbrida, que combina a nuvem pública com a nuvem on premise, quando a empresa tem a posse dos equipamentos mas faz o gerenciamento num modelo de nuvem, integrando o processamento local com o externo, dá muito mais eficiência. Ela consegue adequar o que faz mais sentido para o negócio a cada upload”, diz Puerta.

O híbrido captura as vantagens de cada modelo, em casa situação. A IDC estima que até 2024 metade das compras de infraestrutura serão feitas no modelo as a service. “Isso significa que a outra metade ainda será no modelo tradicional. Temos alternativas para cada momento da empresa”, diz Gordon.

A flexibilidade do APEX

A aceleração da transformação digital trazida pela pandemia aumentou a necessidade de modernizar o ambiente de TI, sem aumentar a complexidade da gestão da infraestrutura. Para atender a esta demanda, a Dell criou o APEX, um portfólio de produtos para Infraestrutura como Serviço (IaaS) que se adapta às necessidades das equipes de TI em determinado momento. Como o gasto varia de acordo com o uso, não há necessidade de um investimento inicial em aquisição, dando flexibilidade para dimensionar a infraestrutura necessária para diferentes situações do negócio.

A Dell Technologies é responsável por quase 80% da infraestrutura de cloud existente hoje no mundo. No mercado brasileiro é líder em servidores, com uma fatia de 55,7% do mercado e em armazenagem, com share de 23,7%.

Entre as soluções da plataforma APEX, estão o APEX Flex on Demand, que oferece soluções de pagamento por uso de servidores, armazenamento externo, proteção de dados e de hiperconvergência, e o APEX Data Center Utility, que tem uma flexibilidade ainda maior, com a medição personalizada e serviços gerenciados aplicados no data center.

Novas tecnologias

Tecnologias como Internet das Coisas, Inteligência Artificial, blockchain já vinham ganhando espaço no mercado e que agora devem avançar de forma ainda mais rápida. O executivo Diego Puerta fala sobre como essas tecnologias devem se desenvolver a partir de agora.

No Brasil, com o 5G, o futuro já começa a bater à porta. A pandemia mostrou que tudo pode mudar muito rapidamente. É preciso estar preparado.

Ficha Técnica:

Dell Report por Experience Club

Repórter: Denize Baccocina

Edição: Mariana Mello

Atendimento: Ângela Di Loreto

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