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Como triplicar a renda de refugiados com tecnologia

Toti forma desenvolvedores para o mercado tech

Em 2016, ano em que o Brasil bateu recorde de acolhimento de refugiados, a Totiplataforma de ensino e inclusão de pessoas refugiadas e migrantes no mercado de tecnologia, dava seus primeiros passos. 

Naquele contexto, tratava-se de um projeto universitário de empreendedorismo social criado por sete colegas do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) do Rio de Janeiro: Caio RodriguesEduardo CaldeiraGiulia Torres, Lucas FernandesBeatriz GonçalvesBruna Amaral e Diogo Nogueira (na foto em destaque).  

Seis anos depois, a Toti  é formada por uma equipe de 16 pessoas e 25 professores e conquistou reconhecimentos relevantes, como a chancela da ACNUR, agência da ONU para refugiados, o investimento do Semente Preta, programa de desenvolvimento do Nubank para startups fundadas e dirigidas por empreendedores negros, além da participação no Shark Tank à convite da produção do programa.  

Os números também falam por si: são 336 refugiados em 16 turmas formadasmais de 20 nacionalidades representadas, sendo os venezuelanos a maioria (cerca de 70%), taxa de empregabilidade de 70% dos alunos formados, 45 empresas contratantes e um aumento de de 200% na renda dos participantes dos cursos.  

“Muitos dos refugiados são pessoas que tinham carreira já consolidada em seus países de origem, mas que estão dispostas ao novo, a uma mudança de chave. Eles têm em comum uma sede gigantesca de melhorar a qualidade de vida, até porque muitos têm familiares que dependem deles”, conta Caio Rodrigues. 

O modelo de negócios da Toti é B2B e tem como foco o aumento de renda e a empregabilidade. São três serviços oferecidos: o de head hunter com contratação direta do banco de talentos, o programa de bolsas em que as empresas se conectam com as turmas desde o início de sua formação e, por fim, as turmas customizadas. No momento, eles estão rodando uma turma de 30 pessoas em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein com foco em ciência de dados.  

A pandemia trouxe um contexto importante para a Toti. Em julho de 2020, o Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH) e a OIM, Agência da ONU para as Migrações, financiaram a formação de uma turma de 30 pessoas, por meio do projeto “Oportunidades: Construindo Pontes”. Foi o pontapé para o desenho das turmas online, que levaram a Toti a um outro patamar de expansão e escalabilidade: hoje a empresa atua em 19 estados brasileiros. Os próximos passos são investir em tecnologia que permita acelerar o processo de contratação dos refugiados (muitos processos ainda são manuais) e profissionalizar a área de vendas.

TRANSmoras usa retalhos para criar roupas não-binárias 

Ateliê TRANSmoras foi criado pela artista, ativista e estilista Vicenta Perrotta (na foto em destaque). O negócio de impacto social, que atua tanto no B2B quanto no B2C, confecciona peças fora do padrão cisgênero, sem numeração, feitas com retalhos de roupas vindas do lixo, que são vendidas online e também apresentadas ao público em desfiles que têm pessoas trans como protagonistas.  

Em 2021, o Ateliê movimentou R$ 163 mil, de acordo com o relatório de impacto produzido pelo próprio coletivo. Nesse mesmo ano, o negócio foi contemplado com R$ 50 mil do prêmio Fashion Futures, do Instituto C&A, na categoria projeto social. Além disso, já recebeu financiamento do International Trans Fund, fundo internacional que apoia ativistas contra o genocídio de pessoas trans.  

O Ateliê TRANSmoras hoje figura em importantes eventos de moda, além de realizar formações e residências artísticas em espaços como a Casa do Povo, a Casa de Criadores e o Instituto Tomie Ohtake

Pesquisa The Body Shop e ONU mostra jovens mais engajados

Uma pesquisa produzida pela The Body Shop em parceria com a Secretaria-Geral das Nações Unidas para a Juventude aponta para um cenário de uma juventude mais ativista e conectada a temas relevantes do mundo político.

Dados mostram que adolescentes entre 15 e 17 anos são 4,5 vezes mais propensos a ocupar uma posição de liderança comunitária do que adultos.  O relatório “Be seen, Be Heard: Entendendo a participação política dos jovens” inclui resultados da maior pesquisa já realizada pela empresa, em dezembro de 2021, abarcando 26 países com pouco mais de 27 mil entrevistados, sendo que mais da metade deles têm menos de 30 anos. 

No recorte Brasil, o ativismo dos jovens tem um reflexo prático para as marcas: cancelamento. Segundo a pesquisa, 25% dos brasileiros entre 15 e 17 anos já deixaram de comprar alguma marca por motivos éticos. E 25% dos jovens – e dos adultos – assinaram alguma petição para chamar a atenção para causas políticas.  

O relatório é uma ferramenta e o pontapé para a campanha global “Be Seen. Be Heard”, que tem como objetivo amplificar as vozes dos jovens na vida pública por meio de uma série de estratégias. Mais detalhes estão disponíveis no site da campanha.  

Sebrae-SP e HerMoney oferecem gestão financeira para empreendedoras

A fintech HerMoney e o Sebrae-SP se uniram para oferecer, gratuitamente, acesso a um software de gestão financeira para 1 milhão de mulheres que lideram micro e pequenos negócios.

Segundo dados do Sebrae e da pesquisa “Global Entrepreneurship Monitor 2020”, o Brasil é o sétimo país no ranking global de mulheres empreendedoras. Dos 52 milhões de empreendedores registrados no país, 30 milhões são mulheres. Já entre os microempreendedores individuais (MEI), elas representam 48% do total.  

Para ter acesso à ferramenta basta acessar o app da HerMoney e seguir o passo a passo.

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