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O papel estratégico dos dados na transformação digital

Por Heloísa Karina Costa*

Trocar de sistema operacional é sempre um ponto de interrogação, seja na vida pessoal ou na de uma companhia. Por isso a decisão deve se basear na combinação de segurança e longevidade da ferramenta

Há poucos dias troquei meu aparelho celular por um de outro fabricante. E surpresa? Logo, me deparei com uma nata dificuldade em acessar as funcionalidades mais simplórias. Creio que muitos de vocês se identifiquem com esse inicial incômodo, porque nem sempre é fácil deixar a zona de conforto, mesmo que atualmente o que tenhamos à mão não nos atenda na plenitude. Primeiro, porque o momento da virada de chave e a preparação para o novo pode ser um processo feliz ou altamente frustrante. Depois, porque a tecnologia sempre demanda um suspiro de suspense.

Particularmente, me considero uma pessoa descolada no universo da tecnologia. Mainframes, microcomputadores, redes, sistemas Linux, Unix, Windows não me metem medo. E mesmo a chegada do Android,  iOS, Tizen, Webos, antivírus, editores, planilhas, compactadores de arquivos, nuvem também não me causaram espanto.

As inovações tecnológicas caíram perfeitamente no meu gosto. Lembro que me tornei menos perdida quando o GPS tomou o lugar dos mapas impressos. Meu filho, “geração  Z”, hoje com 12 anos, convive muito bem com o controle parental no celular e no computador, porque ambos temos o que precisamos e eu ainda consigo ser legal. Pelo menos, eu espero.

Só que tive um pulo do gato nessa história. Eu fiz escolhas tecnológicas de uma lista muito extensa e acabei criando padrões, que me deixaram e me deixam feliz, porque é mais cômodo usar o que já aprendemos. Mas tem um detalhe nessas escolhas. Além de enfrentar o medo do novo toda vez que preciso definir entre um e outro, surge um problema e tanto: “e os meus dados?”. No celular e computadores pessoais, temos contatos, fotos, músicas, mensagens que não queremos perder, o que já torna tudo mais complexo. Agora, imagine quando falamos de sistemas empresariais… Daí, a coisa pode escalar e o medo se multiplicar.

Gosto de fazer uma analogia da migração tecnológica com a compra de uma nova casa, uma mudança natural em nossas vidas. Digamos que queremos muito uma casa com uma sala de estar confortável, uma cozinha moderna, espaço para receber os amigos, mais “segurança”, sem esquecer do cotidiano. A casa escolhida é quase perfeita, mas como a probabilidade de encontrarmos um lugar “igual” ao dos nossos desejos é rara. Com certeza, alguns itens precisarão ser deixados de lado se não quisermos investir em reforma (as personalizações). Então, o foco é no que mais precisamos, certo?

Certo. Mas após a escolha, vem a mudança (a migração), o que envolve móveis, utensílios e roupas que não abrimos mão ou que precisamos muito (os dados). Ou seja, teremos que investir em uma boa equipe de mudança, com experiência, que entenda a importância daqueles itens para você e que cuide com os seus olhos. Nesse ponto, todos devemos concordar: a tarefa é árdua.

Indo além, imaginemos que peças sem utilidade, que vão ocupar muito espaço, podem ser doadas. Trocando em miúdos, chegou a hora de desapegar (ou limpar os dados). Pronto, temos um ponto. Porque depois da mudança, vem a adaptação.

Em outras palavras, o interruptor mudou de lugar. Ao acordar à noite, damos de cara com a parede, porque estávamos acostumados no escuro a virar à direita, mas agora é para esquerda. A distância aumentou, o trânsito é diferente e ainda não conhecemos bem os caminhos. Mas, no fim, sabemos que tudo isso é passageiro e que o prazer de estar na casa nova, no ambiente dos sonhos, ou de ter a automação desejada que o novo sistema traz, melhorando a qualidade do nosso tempo, de ter os dados de que precisamos ao alcance dos dedos, enfim, é o que vai fazer valer a jornada.

No meu caso, valeu, porque o processo de trocar o meu aparelho celular no final foi feliz. Eu subi o backup dos contatos, mensagens e mídias para a nuvem usando aplicativos de backup de fornecedores conhecidos. Sofri um pouco para apagar as mídias inúteis, porque se eu não investisse tempo em fazer uma limpeza, iria carregar muitas “sujeiras” para o novo aparelho. E é claro que isso gerou um certo trabalho de adaptação. Mas eu até já me esqueci como era antes, e a vida seguiu. Agora, se eu pudesse te dar um conselho, diria: melhorar deve fazer parte do movimento de qualquer organização em direção ao futuro. A tecnologia não deve ser olhada como gasto, mas sim como investimento. E a diferença nesse olhar reside justamente numa palavrinha bem robusta: segurança. Entregar o trabalho na mão de um especialista é sempre uma boa alternativa.

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