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Felicidade, criatividade e dados: os novos valores da Alta Performance

Fórum de Inovação e Alta Performance - FIAP - Experience Club

Pessoas felizes adquirem mais anticorpos contra o estresse e são mais produtivas. Ambientes corporativos mais líquidos, onde os limites entre o escritório e o home office, a família, a educação e o trabalho estão mais próximas, tornam as empresas mais competitivas. Negócios baseados em uma mentalidade analítica sobre dados, com processos automatizados, dão mais tempo para que as lideranças pensem e dividam o protagonismo com equipes mais engajadas e criativas. 

Essa descrição um tanto utópica e às vezes contraditória define bem o que alguns dos maiores especialistas do mundo e do Brasil pensam sobre como serão as organizações mais disruptivas do futuro. 

Felicidade, criatividade e dados foram algumas das grandes lições extraídas do Fórum de Inovação de Alta Performance realizado nos dias 24 e 25 de novembro, trazendo grandes speaker dos Estados Unidos, Israel e México, além de CEOs e grandes lideranças de negócios e tecnologia ao palco digital do Experience Club.  

O Fórum de Inovação de Alta Performance contou com o patrocínio Master de Alelo, IBM, Softtek e Vivo Empresas, patrocínio da EF e apoio especial da Julio Okubo.

Clique aqui e acesse a cobertura completa de matérias publicadas com base mais de seis horas de conteúdo ao vivo exclusivo.  

A seguir, o time editorial do Experience Club apresenta a síntese com 18 insights mais marcantes dessa maratona de conteúdo. Confira:

1-As empresas que cuidam da saúde física e da saúde mental dos seus colaboradores são mais competitivas.
“É importante entender que cuidar da saúde mental é um componente de competitividade para as empresas” – Tal Ben-Shahar, Professor da Universidade de Harvard/EUA e autor do best-selller “Seja Mais Felis” (Leia o resumo aqui).

2-Pessoas mais felizes e produtivas são aquelas que mantêm relações mais verdadeiras.
“Invista em menos relações, mas que sejam profundas, do que em mais relações superficiais. Não importa se essa relação é física ou digital” – Tal Ben-Shahar.

3-A nova lei da liderança é a reciprocidade. É estar lado a lado com as pessoas.
“Ser acessível pode ser muito mais importante do que ser inteligente. Um bom líder precisa ser uma pessoa comum e presente. Tem que saber se comunicar e engajar as pessoas” – Alfredo Soares, Sócio-Diretor da VTEX.

4 – Nós precisamos olhar pessoas de um jeito de diferente. Temos que nos importar com quem está do nosso lado.
“Não dá mais para ser aquele tempo em que a gente nem pergunta como as pessoas estão. Coisas básicas fazem muita diferença” – Fernando Parrillo, CEO da Prevent Senior.

5 – A automação de processos abre espaço para os líderes voltarem a pensar. O dados vieram para substituir o feeling, não a criatividade.
“Precisamos criar uma relação mais madura para o pensamento analítico e o modelo data-driven dentro das empresas” –  Ricardo Cappra, Fundador do Cappra Institute.

6 – As empresas precisam pensar na contratação de um Chief Learning Offficer (CLO).
“Workplace learning pressupõe que não precisamos parar de trabalhar para ir aprender. O aprendizado tem que permear toda a organização” – Conrado Schlochauer, Fundador da NŌVI.

7 – A Pandemia mudou a maneira de ver o mundo de empresas e pessoas.
“As pessoas de fato entenderam que praticar exercício é uma questão de saúde e de vida” – Flávia Bittencourt, CEO da Adidas.

8 – Entender de pessoas é fundamental para uma liderança mais humanizada.
“As pessoas aprendem de forma diferente e, por isso, deveria haver um cuidado na forma como você as desenvolve” – Ricardo Basaglia, Diretor Geral da Michael Page.

9 – O momento difícil pelo qual estamos passando serve também para reforçar propósitos.

“Dar mais acesso às pessoas em todos os níveis é uma das coisas mais importantes da saúde” – Cláudia Cohn, CEO da Alta Excelência Diagnóstica.

10 – O processo de digitalização não pressupõe abdicar do mundo offline.

“É preciso estar no mundo físico, no digital e encontrar o equilíbrio entre as duas coisas” – Domingos Bruno, CIO da Arcos Dorados.

11 – O mundo tem que passar por uma destruição criativa.
“Nós estamos saindo da era do ter para a era do ser. Temos que repensar nossa visão de estado-nação, democracia, educação e trabalho” – Gil Giardelli, Co Founder 5 ERA. 

12 – A indústria tem que trabalhar em um projeto de economia circular.
“O impacto que nós temos no mundo é muito importante. Precisamos fazer alguma coisa sobre isso e liderar esse movimento de transformação” – Antonio Lacerda, Vice President Sr. da Basf para América do Sul.

13 – O Brasil também é tech, não é somente exportador de commodities.
“O e-commerce é um caminho sem volta. A experiência de comprar online é cada vez mais parte da vida dos brasileiros” – Ricardo Dutra, CEO do Pagseguro.

14 – Growth é uma mudança de mindset e de cultura em todas as áreas da empresa.

“A metodologia de Growth fala sobre olhar para dentro de casa e revisitar os processos. E identificar pessoas que estão dispostas a mudar e transformar a empresa” – Emília Chagas, CEO da GrowthHackers.

15 – Precisamos pensar a tecnologia e os espaços de trabalho como uma extensão cognitiva da nossa mente.

“A neurociência está ampliando a percepção da arquitetura e do ambiente ao nosso redor. O espaço não apenas nos estrutura ou modela. Todos nós somos espaço.” – Juan Carlos Baumgartner, fundador do escritório global de arquitetura SPACE/México.

16 – Todas as coisas e todas as pessoas terão o seu o Digital Twin, o seu espelho digital.
“O nosso desafio é que essa enorme confluência de tecnologias continue na mão das pessoas e das empresas, não dos governos” – Guga Stocco, Founder da SQUADRA Ventures.

17 – Nós precisamos pensar muito mais em Bitcoin. Seja como negócio, seja pelo futuro da liberdade em uma economia descentralizada.
“Menos de 1% das pessoas transaciona com Bitcoin no mundo. Nós estamos diante de uma oportunidade sem precedentes” – Alex Gladstein, Human Rights Foundation/EUA.

18 – Precisamos democratizar o acesso ao investimento em startups. A experiência em Israel mostra que não podemos esperar que somente as grandes empresas tragam as soluções para os maiores problemas da humanidade.
“O modelo do OurCrowd deveria ser adotado no mundo todo. O mínimo para investir em uma única empresa do nosso portfólio é US$ 10 mil e contamos com 53 mil investidores” – Jon Medved, Fundador do OurCrowd/Israel.

Texto: Luana Dalmolin, Juliana Destro e Arnaldo Comin

Imagens: Reprodução | Experience Club

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