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A força da ação coletiva

Ricardo Natale

Este fim de semana pudemos comprovar, na prática, a importância e o poder da ação coletiva em prol de uma causa.

Entre sexta e domingo, fizemos uma viagem para o sertão pernambucano, na região do Vale do Catimbau, a quase 300 quilômetros de Recife. Levamos 35 amigos para ver de perto o trabalho feito pelos Amigos do Bem, ONG que está fazendo a diferença na vida de milhares de pessoas naquela região.

Fomos recebidos pela empresária Alcione Albanesi, que fundou a entidade há 30 anos, depois de uma viagem com amigos para o local. Desde então, ela vem dedicando toda sua energia a este trabalho, mobilizando milhares de voluntários (10 mil atualmente) e conseguindo recursos para os vários projetos de educação, moradia e de geração de emprego e renda que realiza por lá.

Visitamos a Cidade do Bem, com suas 80 casas que transformaram a vida de famílias que viviam em casas de taipa. Vimos a oficina de costura, a fábrica de doces, a indústria de castanhas (que transforma em produtos vendidos nos grandes centros urbanos o fruto dos cajueiros plantados por eles anos atrás).

Vivemos a experiência da doação de alimentos, cobertores, produtos de higiene e de limpeza para dois vilarejos, atendendo a mais de 300 famílias.

Passamos a tarde no Centro de Transformação, complexo educacional que atende mais de 2.000 crianças e jovens, de 5 anos até a formação superior.

Sentimos a emoção dos abraços de pessoas da região, que trouxeram carinho, gratidão e amor.

Além de todo o carinho com que o projeto é tocado pelos funcionários e voluntários, nos impressionamos com a governança dos Amigos do Bem, com sua metodologia e controle das famílias que recebem doações e apoio.

Impressiona também a disciplina das comunidades atendidas. Todos respeitam muito o trabalho feito pela ONG e aproveitam as oportunidades recebidas. Entre eles, vigora o espírito de também doar, a consciência de que outros precisam tanto quanto eles um dia já precisaram.

A terceira geração de atendidos pelos Amigos do Bem tem pela frente um futuro brilhante e cheio de esperança. A primeira geração saiu da casa de taipa e passou a ter moradia e dignidade. A segunda estudou e se formou. Agora, a terceira quer conquistar o mundo. Carregam o orgulho de pertencer àquela região. Muitos, mesmo estudando, querem ficar lá para construir suas vidas e ajudar a acabar com a miséria de vez.

Não existe nada mais humanizado do que viajar ao sertão e conhecer os trabalhos dos Amigos do Bem.

Nosso mundo corporativo precisa de mais Alciones, precisa vivenciar mais experiências reais.

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